quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Governador de Rondônia anuncia “decreto espiritual”, entrega estado para Deus e vira alvo de protestos

Governador de Rondônia anuncia

Governador de Rondônia anuncia "decreto espiritual", entrega estado para Deus e vira alvo de protestos

O governador do estado de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), entregou a unidade da Federação que ele governa a Deus num evento realizado na cidade de Ji-Paraná, no último dia 04 de outubro.

 

Durante o "Clama Jipa", evento gospel que contou com as presenças de André Valadão e David Quinlan, o governador leu uma carta que dizia "Conforme Deus revelou para o Edivaldo Soares…eu Confúcio Moura entrego o estado de Rondônia para Deus".

 

Edivaldo Soares é um deputado estadual da base de apoio ao governo de Moura e ligado às igrejas evangélicas do estado. A ideia da consagração de Rondônia a Deus partiu da assessoria do parlamentar, segundo informações do site Notícia Geral.

 

O "decreto espiritual" seguido da entrega simbólica da chave do estado para Deus resultou num atraso de três horas na realização do evento. Como Confúcio Moura tinha compromisso em outra cidade, o "Clama Jipa" não poderia ser iniciado enquanto o governador não chegasse ao local, pois o custeio dos artistas teria sido pago com dinheiro dos cofres do governo do estado.

 

O "Clama Jipa" tinha como tema "Quando Deus Quer É Assim", mesma frase que teria sido usada pelo parlamentar na ocasião de sua eleição, em agradecimento aos votos recebidos, e isso causou polêmica.

 

"Muitos criticaram e disseram que tudo supostamente teria sido ato político, classificando inclusive como 'showmício', uma vez que o tema 'quando Deus quer é assim' estampado nos outdoors, cartazes e outros meios de divulgação já teria sido usado como frase de agradecimento de votos do deputado Edivaldo Soares. Lembrando que estamos exatamente a um ano das eleições, período esse que a justiça eleitoral está com os 'radares' ligados em tudo que está acontecendo. Atitudes que possam ter alguma conotação eleitoreira podem estar na mira do Ministério Público Eleitoral (MPE), bastando uma denúncia de qualquer cidadão", escreveu o jornalista Claudio Morais, do Notícia Geral.

 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Construindo a Ponte (Mateus 18)

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
O que começou com um pequeno mal-entendido, explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
– Estou procurando trabalho. Sou carpinteiro. Talvez você tenha algum serviço para mim.
Disse-lhe o fazendeiro:
– Sim, claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
– Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. – Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez da cerca, uma ponte foi construída ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido:
– Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei!
Mas, ao olhar novamente para a ponte, viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Mas permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo então falou:
– Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.

De repente, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se no meio da ponte.
O carpinteiro começou a fechar a sua caixa de ferramentas.
– Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você!
E o carpinteiro respondeu:
– Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...

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Como as coisas seriam mais fáceis se ao invés de construirmos cercas, construíssemos pontes com nossos pais, filhos, irmãos, maridos, esposas, familiares, amigos, colegas e principalmente nossos inimigos...
Vejamos:
"Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão.
Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas.
Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.
Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu."(Mateus 18:15-18)

Devemos antes de qualquer contenda buscar o diálogo para que se resolva a problemática. Se for resolvido teremos ganho nosso irmão. Caso não se resolva, antes de continuar a discussão, devemos buscar opiniões externas. Opiniões de pessoas isentas, escutando-as para que consigamos resolver nossas contendas. Essa pessoa pode ser um pastor, um amigo, alguém que seja isento a briga. Busquemos árbitros para resolver nossas lides com nossos irmãos. Caso não seja possível resolver a discussão deve ser desligado aquele que se recusar a ouvir um pedido de perdão.
Mais adiante, no mesmo capítulo, Pedro pergunta ao Senhor: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?
Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. (Mateus 18:21-22)
Setenta vezes sete. Não é só uma expressão matemática. Se assim fosse seriam apenas 490 vezes que deveríamos perdoar. Imagine!
Jesus fala em perdoar ao irmão setenta vezes sete a cada vez que um irmão pecar contra nós. Mas nós como humanos, muitas vezes desistimos de buscar e perdoar quem amamos por causa de mágoas e mal-entendidos.
Deixemos isso de lado. Ninguém é perfeito. Mas alguém tem que dar o primeiro passo...
Para entendermos como devemos agir devemos entender o que o nosso Senhor diz, vejamos:
"...o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos.
Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida.
Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!
Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida.
Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: Paga o que me deves!
O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei!
Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida. Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado.
Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste.
Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti?
E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida.
Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração.(Mateus 18:23-35)
Assim será no dia de nosso julgamento. Como podemos não perdoar nosso irmão se o nosso Senhor já o livrou dos pecados quando morreu na cruz. Não cabe a nós julgar os pecados de um irmão, ainda que seja contra nós.
Então vamos construir a nossa ponte? Ou você vai preferir cercar a sua fazenda?
Vamos pedir perdão para Deus por nossas falhas e por termos magoado a nossos irmãos. Se há alguém que nos magoou vamos agora mesmo deixar o carpinteiro construir a ponte para nos ligar ao nosso irmão. Deixe o nosso Senhor Jesus construir a ponte que nos leva ao perdão.
Perdoa-nos Senhor, somos humanos e pecadores!

Primeira igreja evangélica do Brasil foi fundada por índios, afirma historiadora

Primeira igreja evangélica do Brasil foi fundada por índios, afirma historiadoraPintura que ilustra fugdos índios que formaram a primeira igreja evangélica do Brasil
O surgimento das igrejas evangélicas no Brasil é comumente associado à chegada de missionários protestantes em meados do fim do século XIX, mas essa história acaba de ganhar um capítulo prévio.
A historiadora e professora cearense Jaquelini de Souza acaba de lançar o livro A Primeira Igreja Protestante do Brasil, pela editora Mackenzie, contando a história da Igreja Reformada Potiguara, fundada por índios após a invasão holandesa a Pernambuco.
Segundo as pesquisas de Jaquelini, os índios Paraupaba e Poty foram levados voluntariamente por holandeses à Europa em 1625, onde receberam educação formal e foram convertidos ao protestantismo. De volta ao Brasil cinco anos depois, passaram a anunciar o Evangelho com o apoio de holandeses que ainda estavam por aqui.
"Já era a Igreja Potiguara porque, teologicamente, havendo dois ou três reunidos em nome de Deus, independentemente do lugar, está ali uma igreja", afirma a historiadora em seu livro, de acordo com informações da IstoÉ.
Em 1654, com a luta dos portugueses para expulsar os holandeses de Pernambuco, os índios fugiram para a Serra do Ibiapaba, a 750 quilômetros do litoral pernambucano, para se refugiarem de retaliações dos portugueses, que eram católicos.
No Ceará, anunciaram o Evangelho dentro da doutrina protestante para outros índios, e formaram a igreja de maneira mais organizada. "Por isso, argumento que foi só depois da expulsão dos holandeses que vimos aflorar a verdadeira Igreja Potiguara", diz Jaquelini.
O padre jesuíta português Antônio Vieira, foi designado pela Igreja Católica para investigar o que se passava na Serra do Ibiapaba, e relatou à Companhia de Jesus que a região era como uma "Genebra de todos os sertões", em referência à cidade suíça que foi o berço do protestantismo.
Em seu relato, o padre diz que os índios "estão muitos deles tão calvinistas e luteranos como se nasceram em Inglaterra ou Alemanha". Apesar dos esforços de seus fundadores, sem apoio, a primeira igreja evangélica do Brasil se desfez ainda no século XVII, quando alguns dos remanescentes do grupo inicial teriam se juntado aos opositores dos portugueses durante as Guerras dos Bárbaros a partir de 1688, enquanto outros teriam retornado ao catolicismo ou às suas crenças nativas.
infografico invasao holandesa

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Valdirene e Carlito podem se tornar estrelas da música gospel na novela “Amor à Vida”

A possível conversão da personagem Valdirene (Tatá Werneck), da novela Amor à Vida, é um dos tem

Valdirene e Carlito podem se tornar estrelas da música gospel na novela

as mais discutidos em torno do folhetim. De acordo com sites especializados, o autor da trama, Walcyr Carrasco, tem como proposta que a personagem se tornasse ao longo da trama uma "mocinha" evangélica, abandonando o lado periguete. Porém, recentemente foi noticiado que esses planos poderiam ser mudados, devido ao sucesso da personagem.

Mas, de acordo com o site A Crítica, do UOL, a conversão da personagem permanece nos planos do autor, que a transformará em uma "estrela da música gospel", ao lado de seu par romântico Carlito (Anderson Rizzi).

As referências da novela com o público evangélico pela inauguração de uma igreja evangélica nas proximidades do bar de Denizard (Fulvio Stefanini), cena que está tendo atenção especial da produção da novela e do autor, Walcyr Carrasco, que pediu atenção especial da produção por, segundo ele, estar "lidando com um tema sensível, que são os evangélicos".

O bar de Denizard receberá também pregações de pastores evangélicos que, pelo menos temporariamente, integrarão o elenco da trama.

Por Dan Martins, para o Gospel+