quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O VALOR DOS PAIS


Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.

Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última, tomando a última decisão.

O diretor descobriu, através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?"

O jovem respondeu, "nenhuma".

O diretor perguntou, "Foi seu pai quem pagou as suas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."
O diretor perguntou, "Onde trabalha a sua mãe?" - e o jovem respondeu: "A minha mãe lava roupa."

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou, "Alguma vez ajudou sua mãe lavar as roupas?" - o jovem respondeu: "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."

O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltar, vá e limpe as mãos da sua mãe e depois venha ver-me amanhã de manhã."

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou em casa, pediu, feliz, à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.

Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.

Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.

O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fez e que aprendeu ontem em sua casa?"

O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."
O diretor pediu, "Por favor, diga-me o que sentiu."

O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."
O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Está contratado."

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará em primeiro. Ignorarará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para estes tipos de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo atingido. Irão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais.

Se somos esse tipo de pais, estamos realmente mostrando amor ou estamos destruindo nosso filho?
Pode deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão numa grande TV de LED. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer. É amar e ensinar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.

 

"Se eu enxerguei mais longe, é porque estava nos ombros de gigantes" [Isaac Newton]

, 25�xfnpJ(yR Tahoma;">Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará em primeiro. Ignorarará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para estes tipos de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo atingido. Irão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais.

Se somos esse tipo de pais, estamos realmente mostrando amor ou estamos destruindo nosso filho?

Pode deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão numa grande TV de LED. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer. É amar e ensinar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.

"Se eu enxerguei mais longe, é porque estava nos ombros de gigantes" [Isaac Newton]

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Papa sai à noite para evnagelizar moradores de rua

 

O papa Francisco voltou a surpreender. Recentemente guardas suíços revelaram que o pontífice sai disfarçado do Vaticano, à noite, para encontrar moradores de rua.

Os rumores começaram depois que arcebispo polonês Konrad Krajewski, um dos mais próximos ao pontífice, deu uma entrevista se referindo a supostos passeios noturnos do papa em Roma. Segundo o arcebispo o papa Francisco estaria o acompanhando à noite, vestido como um padre comum, em suas jornadas de evangelismo aos sem-teto e mendigos da capital italiana, Roma.

Em entrevista ao portal Huffington Post o arcebispo  Konrad afirma: "Quando eu digo a ele 'eu vou sair para a cidade esta noite', há o risco constante de que ele vai vir comigo".

Antes de ser eleito papa, o cardeal Jorge Mario Bergoglio era conhecido por sair à noite e distribuir a eucarista a sem-tetos, usando o transporte público em Buenos Aires e sentando com eles nas ruas para demonstrar amor e cuidado.

Segundo noticiado no Jornal da Band em 03/12/2013 os guardas suíços confirmaram a história.

Esta informação reforça o sentido de proximidade entre a Igreja e os necessitados que o papa Francisco tem tentado transmitir aos fiéis católicos pode ter ganho uma nova dimensão com a informação de que ele mesmo estaria indo às ruas de Roma à noite evangelizar mendigos.

Em 2008, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio toma o Metrô de Buenos Aires para levar a eucaristia a moradores de rua

Fonte: TVUOL 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Mágoas e Perdão

Mágoas e Perdão 

Pr. David J. Merkh

Longe de vós toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria...Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, PERDOANDO-VOS UNS AOS OUTROS, COMO TAMBÉM DEUS EM CRISTO VOS PERDOOU (Ef 4.31,32) 

De todas as tempestades que assolam a família atualmente, talvez nenhuma seja responsável por mais destruição que as mágoas.  As mágoas representam ira não-resolvida.  Quase sempre envolvem as pessoas mais próximas de nós.  Enquanto nos indignamos quando ouvimos de tragédias acontecendo a pessoas em outras partes do planeta (terrorismo, genocida, etc.) normalmente não guardamos mágoas contra os vilões. A pessoa magoada experimenta ira contínua, fervendo um pouco abaixo da superfície da sua vida, uma ferida aberta e podre que tempo nunca cura.  Talvez ela fique adormecida por um tempo, mas até que seja drenada do seu veneno fatal pelo poder curador da cruz de Cristo, mata a pessoa física e espiritualmente aos poucos.  As mágoas corrompem as fontes da vida.   

O primeiro passo para libertação das mágoas é identificar nossa ira.  Mas para alguns, não é muito "espiritual" admitir a ira.  Por isso, usamos outros termos para descrever o que a Bíblia identifica, sim, como "ira": "frustração", "tristeza", "decepção", etc.  (Ef 4.26,27,31). 

Deus nos chama para uma vida de perdão, o mesmo tipo de perdão que Cristo nos ofereceu pela Sua morte na cruz. Somente Cristo Jesus,vivo em nós, será capaz de transformar mágoas em perdão. 

Conselheiros bíblicos apontam para o fato de que a raiz de ira crônica (mágoa) muitas vezes é uma questão de nós não recebermos o que desejamos desesperadamente de outra pessoa ou situação.  Esse desejo pode ser tão intenso que se torna um ídolo em nosso coração, um objeto de adoração, mais importante que Deus em nossa vida.  Quando nosso desejo é bloqueado por alguém, respondemos com ira, guardamos mágoas, procuramos vingança, fofocamos ou odiamos essa pessoa que nos privou daquilo que achamos tão importante. 

Se você se encontra irado por muito tempo contra alguém, especialmente alguém da sua família de origem ou família atual, reflita sobre essa questão: "O que eu desejava tanto, que fulano não me deu?"  Por exemplo, alguém que foi rejeitado pelos pais ou um cônjuge pode responder, "Eu queria ser aceito." Outra pessoa poderia responder, "Eu queria um pai presente, que brincasse comigo e se interessasse por mim." Outra pessoa, "Eu queria que meu marido me tratasse como uma pessoa e não objeto".     

Nossa cultura de vitimização justifica ira e mágoas como respostas a situações como essas—afinal de contas, realmente somos vítimas.  Mas uma cultura de vitimização nunca alcança vitória ou livramento da escravidão de mágoas.  E falha por não levar em consideração a vida de Cristo em nós—Aquele que foi o maior Vítima de todos os tempos. Na cruz Ele exclamou, "Pai, perdoa-lhes, porque  não sabem o que fazem"(Lc 23.34)  

Certamente não queremos minimizar ou negar o fato de que muitos entre nós SOMOS vítimas.  Mas afirmamos que, mesmo assim, somos RESPONSÁVEIS pelas nossas respostas aos abusos que sofremos.   

Em Mateus 18.21-35 Jesus contou a história de um servo devedor que não podia pagar uma dívida que equivalia entre 260.000 e 360.000 QUILOS de metal precioso (talvez ouro)--uma quantia que demoraria milhares de anos para quitar.  O rei perdoou-lhe sua dívida, só para descobrir que o servo ingrato lançou na cadeia um conservo que lhe devia o equivalente de 100 dias de serviço de um trabalhador comum.   

A moral da história?  Quando realmente percebemos o tamanho da dívida que temos com Deus, TODAS as ofensas que pessoas cometem contra nós, embora reais e difíceis, diminuem em comparação.  A chave está em reconhecer nossa própria dívida, e mergulharmos no amor e perdão que nosso Rei nos estendeu. 

Pessoas que ainda não reconheceram o verdadeiro estado do seu coração, a profundidade do seu pecado, a miséria da sua alma diante de Deus, muitas vezes têm dificuldade em perdoar outras pessoas os males que lhes fizeram.  Não entendem tamanha dívida que elas mesmas foram perdoadas e, por isso, guardam mágoas contra essas pessoas.  

Muitas vezes vivo grato pelo perdão, mas não ao ponto de perdoar aos outros.  Minha tendência é diminuir o tamanho da minha dívida para com Deus, imaginando que sou capaz de pagá-la, quando de fato a conta é impossível.  Por isso, recuso perdoar aqueles que me magoaram.  Guardo a minha ira, e responsabilizo as pessoas por satisfazerem meus desejos. 

Existe alguém que eu estou responsabilizando por ter me ofendido, que eu mantenho como devedor?  Guardo mágoas contra essa pessoa?  

Perdoar alguém que nos abusou, ofendeu, machucou ou privou é impossível sem uma obra profunda de Jesus no coração.  Só a vida dEle em nós para perdoar do coração!  Mas Ele prometeu nos capacitar para fazer isso e muito mais. 

Você realmente crê que Deus pode carregar a sua dor?  Sarar as feridas que você recebeu na jornada da vida?  Pela graça e pelo poder de Jesus, você pode confiar ao Pai aquele que fez de você uma vítima?  Viver livre da ira e das mágoas envolve um evento E UM PROCESSO. Muitas vezes teremos de chegar a um ponto em que estendamos perdão "uma vez para sempre" para alguém que nos ofendeu.  Mas não significa que nunca mais seremos inclinados a lembrar o que ele fez, com a possibilidade de todas as velhas emoções voltarem como furação.   

"Perdoar e esquecer" soa melhor na teoria do que na prática.  Para muitos é impossível esquecer de eventos traumáticos em suas vidas.  Mas podem, sim, "esquecer" no sentido bíblico quando escolhem não levar em conta as ofensas do passado.  É isso que a Bíblia quer dizer quando diz que Deus "esquece" de alguma coisa.  Ele não deixa de ser Deus, tendo uma memória fraca.  Mas Ele decide nunca mais levar em conta nosso pecado (Sl 103.10, 12).  Por isso, talvez tenhamos de passar pelo processo de perdão em nosso coração repetidas vezes, escolhendo cada vez pela fé não mais responsabilizar a pessoa pelo seu pecado, morrendo momento após momento ao "direito" de vingança, e estendendo o amor e perdão de Cristo. 

Também é importante lembrar que o perdão pode ser unilateral, quer dizer, podemos perdoar da nossa parte sem que a outra pessoa peça perdão, reconheça seu erro, ou aceite o perdão.  Não importa tanto quanto o fato de que estendamos para ela o perdão como Cristo fez por nós. 

Passos para o Perdão 

O que fazer se descubro ira e mágoa em meu coração?  Os "passos para o perdão" que seguem já ajudaram muitas pessoas a encontrar alegria, paz e liberdade da escravidão das mágoas.  Lembre-se de que esses passos são somente parte de um processo.  Não representam uma "fórmula mágica", mas uma expressão de princípios bíblicos sobre o perdão.  

1. Identificar as ofensas específicas que a outra pessoa cometeu contra mim. 

2.  Arrependa-se do seu próprio pecado, confessando-o a Deus. 

3. Conte o custo de não perdoar. 

4.  Veja a pessoa que você está perdoando pela perspectiva divina. 

5.  Ore pela pessoa que você está perdoando. 

6.  Libere as ofensas que a pessoa cometeu contra você, e cancele a dívida dele(a). 

7.  Reconstrua relacionamentos, dentro do possível (e sábio).   

Talvez não seja possível voltar o tempo e reconstruir o relacionamento como era antes.  Mas há passos concretos que podem ser tomados, tanto quanto depender de você (Rm 12.18), para reconstruir o relacionamento. 

*Artigo adaptado e usado com permissão do caderno Enfrentando Tempestades da sérieConstruindo um Lar Cristão,  David J. e Carol Sue Merkh, Ralph e Ruth Reamer (SP: Editora Hagnos)

Texto publicado em: Palavra e Familia